Contra... o facto de me andar a esquecer muitas vezes dos acentos nas palavras
Diálogo interno entre mim e a Renata obcecada pela perfeição na língua portuguesa:
"Outra vez? A menina está cada vez pior! Já viu que ultimamente anda a esquecer-se dos acentos nas palavras?" (este meu lado obviamente tem genes de professora queque nascida em Cascais, uma autêntica "tia")
"Oh, que carago! Lá vens tu com essas coisas! Onde é que me esqueci? Ora mostra lá..." (este lado, tem definitivamente genes de mulher do norte - aliás, orgulhosamente tripeira - não me parece que isto vá correr muito bem entre elas)
"Aqui, rica! Aqui, ora veja?"
"E depois?"
"E depois? E depois? A menina não tem vergonha? É quase dótora (intencional, a autora sabe que não é assim que se escreve) e ainda se esquece dos acentos?"
"E depois? Olha, já te disse que és uma grande melga?"
"E eu já te disse que és uma ignorante, que se esquece de pôr acentos nas palavras? Dahh!"
"Olha, ela está a usar uma expressão dread! Não seria mais do género "Ignóbil, caríssima!"?" (O lado do norte ganha sempre)
E depois de mais um momento de loucura insana, passo a explicar tão estranho diálogo interno entre as minhas duas metades do cérebro.
Hoje ao reler o post que aqui publiquei ontem, dei conta que me esqueci de colocar acentos em 90% das palavras. E dei conta de um erro crasso: ando a pôr acentos em advérbios. Pormenores, dirão vocês. Mas para mim fazem toda a diferença. Sou perfeccionista. Que azar. E sinceramente, quando vou a um blog, uma das coisas que mais me chama a atenção são os erros ortográficos e afins. Não chego ao cúmulo de reparar nas vírgulas fora do sítio, mas reparo. E quando releio o meu blog, num momento de narcisismo puro e exacerbado, chego à conclusão que ando a cometer pequenos crimes contra a língua de Camões. Sou contra. Aprendemos a escrever aos 6 anos. Já era suposto não me esquecer dos acentos aos 22.
Culpas? Bem, será provavelmente do Microsoft Word, que coloca acentos automaticamente nas palavras. Ou do MSN onde todas as barbaridades contra a língua portuguesa são permitidas.
Se eu tentasse processar a Microsoft pelo impacto psicológico que os perniciosos hábitos que me incutiu causam, talvez tivesse sucesso. Ou não... (isto agora sou-me a delírio, a um nível psicopatológico grave)...
Estou contra... mim????????????? (Aqui está a prova que sou uma rapariga com ética)

