A favor…
Dedicado a Sua Majestade, pela inspiração e com um pedido sincero
de desculpas por usar tão bela expressão de sua autoria
(um resumo das suas e das minhas reflexões)…
“Ela está louca!”
“Também acho… quem é que num blog do contra se atreve a escrever a expressão ‘a favor’?”
“Raptaste a autora deste blog! Onde é que a escondeste?”
Calma… Sou eu mesma. Não fui raptada. Não estou louca. Digamos que estou a flexibilizar a expressão contra. Hoje manifesto-me a favor de não nos “tentarem escavar o ser”. A expressão está entre aspas porque não é minha. O quê? querem saber de quem é? No way! Isso é uma tentativa de escavar o ser. Afinal o que é isso de escavar o ser?
A expressão - fantástica, confesso - leva-me a considerações arqueológicas, relativas às escavações que em instância primeira e última têm como propósito escavar, de modo a revelar algo oculto. Por vezes, no dia a dia encontramos autênticos arqueólogos. Que querem desenterrar todos os factos da nossa vida. Que querem compreender cada atitude, gesto, expressão emocional. Cada olhar. Sem pudor. É caso para dizer, haja pudor!!!
Não gosto que tentem ver aquilo que quero esconder. Ou melhor, guardar. A raça humana não compreende a ausência de auto-revelação. Não contar pode ser interpretado como “traição”, “engano”, “falta de confiança”. Não contar deveria ser entendido um sinal de preservação da intimidade. Não temos de contar tudo. Não devemos contar tudo. Há coisas só nossas. Há coisas inconfessáveis, mesmo que sejam bagatelas sem qualquer significado. Há o eu. Há o tu. E são coisas distintas.
Por isso… deixem-se de perguntas incomódas, como “Em que estás a pensar?”. Respeitemos a individualidade de cada um, os segredos de cada um… E quando se depararem com o silêncio perante uma questão desse género, não façam esse ar sofredor ou de incompreendidos.
Movimento a favor de “não nos escavarem o ser”… Alguém adere?