Friday, July 6, 2007

Contra… o tempo de espera no cabeleireiro

Ora, caros leitores… vamos pensar em conjunto! O que poderiamos fazer no espaço de 3 horas? Sugestões, sugestões…

Sim, podia ser… Em 3 horas, poderiamos ir ao cinema, dar um belo passeio pela praia com o namorado/a (para quem tem essas coisas e anda na fase ‘pinceza’ ou ‘pincezu’) e trocar uns quantos nomes fofos, arrumar a casa, estudar para um exame, não fazer nada, ir às compras com as amigas, acabar de ler um bom livro, organizar as camisolas por cores e por estações… Enfim tanta coisa interessante para fazer nesse espaço de tempo…

Mas por vezes, a vaidade fala mais alto e lá vamos nós, senhoras, meninas e afins ao reino mágico do cabeleireiro… Um mundo interessantissimo feito de revistas com mais de dois meses, discussões sobre o divórcio da ana do café coitadinha trocada pela Palmira da mercearia e ai como é que agora vai ser, que estão ali mesmo ao lado uma da outra. Um mundo onde se discutem coisas tão utéis como a cor do verniz ou o melhor penteado.

Ah… o problema é que desespero de esperar tantas horas… ao fim de 15 minutos a conversa sobre a novela (ultimamente não tenho visto muitas não…) perde o interesse, porque já sei que a Estrelinha vai ficar com o Leonardo ou que qualquer outro par romântico de qualquer outra novela vai ficar junto no fim… o verniz já está mais do que escolhido… e pronto, começo a ficar com os chamados bichos carpinteiros…

Além disso, o cabeleireiro tem um efeito nocivo na nossa capacidade de reacção, porque nos entorpece a mente e os sentidos - é do tempo de espera - e depois claro, acontece-vos como me aconteceu da ultima vez… “Posso abusar um bocadinho no comprimento?”… “Se for só um bocadinho!”… e depois de muitas tesouradas, escovas e secadores… tocam na parte de trás do cabelo e fazem a pergunta retorica: o que aconteceu ao meu cabelo?

Por isso, penso que deveriamos apelar para que os cabeleireiros fossem mais rápidos e desenvoltos no corta, estica e encaracola… para que realmente não passemos muito tempo à espera, sem fazer nada… Isto tem impacto psicológico, meus amigos! Impacto? Sim… ou acham que depois de ler 3 edições da Maria ou da Telenovelas a nossa mente fica tal qual como estava antes?  

(Pronto, eu confesso… adoro o aspecto do meu cabelo quando saio de lá… nem tudo são espinhos… loool)

Posted by De ideias contrárias at 22:41:41 | Permalink | Comments (1) »

Em adição ao post “Contra nomes cutchi, cutchi”

Relativamente a esse post, primeiramente gostaria de apresentar as minhas desculpas a todos os que usam os pseudo “nomes cutchi, cutchi” mencionados na minha lista. Se calhar fui demasiado “agressiva” no que escrevi. As minhas desculpas, então, ressalvado todavia, que de facto esses nomes me irritam profundamente. Vá, não se preocupem, normalmente, não insulto ninguém quando ouço essas coisas. Nem atiro com a mala a ninguém. Nem piso o pézinho de ninguém com os meus saltos altos (pouca probabilidade, raramente uso).

Normalmente, as opiniões que deixo aqui no Visão Contrária, são exageradas ao máximo, para que todos possamos pensar em conjunto e perceber o caricato de algumas situações. No fundo fazer caricaturas, criticar de modo sustentado!Não tenho culpa destes meus genes de Eça de Queirós, no que diz respeito a crítica social. Na vida real consigo ser flexivel e até concordar com alguém!

Finalmente, e para que não me considerem um ser humano sem coração, volto a ressalvar que até aprecio nomes carinhosos. Quando são bem pensados, não caem na banalidade e são minimamente escolhidos  e não usados porque toda a gente os usa (como os que foram por mim citados. Façam uma pesquisa com casais de namorados e percebam que em 90% dos casos todos aqueles nomes são usados. Adicionem à pesquisa a pergunta “Porque escolheu esse nome para a sua cara metade?” e vejam as respostas. Normalmente usam-se porque se usam e não têm nada a ver com as caracteristicas da pessoa.)

Os nomes fofos “fazem parte” e a culpa é do  amor  quando “desperta ou qualquer outro sentimento semelhante, um clone criado em laboratório secreto” (comentário de Vossa Majestade o Rei, ao qual faço uma vénia profunda  - não uma simples meia vénia - pelas suas sábias palavras). Sim, senhor, fazem parte e no meu caso pessoal, até gosto se quando são escolhidos, estiverem relacionados com aquilo que eu sou (definitivamente não sou uma babe nem uma bubé!) ou com as coisas que foram acontecendo à medida que a relação foi sendo construída. Faz parte, mas tem que ser muito bem doseado. Faz parte, mas tem que ser bem pensado. 

As minhas especiais desculpas aos pincezus! (Eu até gosto bastante do Principezinho, sabiam?)… Vossa Majestade propôs como terapia que eu fosse oferecer rosas aos casais enamorados. Se virem uma miúda com cabelo castanho claro, 1,65m, calças de ganga ou corsários (ah, a minha fase pirata)  e sapatos rasos a aproximar-se de vocês com um ramo de rosas, vá não fujam. Deiam uma ajuda ao meu crescimento enquanto pessoa… Prometo que não agrido ninguém, porque debaixo desta capa anti-social, sou uma sentimental (mais uma vez Vossa Majestade tinha razão) :p.

Posted by De ideias contrárias at 11:44:52 | Permalink | No Comments »