Thursday, May 31, 2007

Contra… uma série de coisas

Hoje apetece-me fazer uma lista de coisas contra as quais me hei-de vir a manifestar com maior profundidade e extensão… (porque de facto a falta de poder de sintese é uma das minhas lacunas)

1. Comentários masculinos idiotas (’és como um helicópetro: gira e boa!’ ‘Ó tone, tu és um mentiroso do #@@2####++++*** , então andas pa i a dizer que as bonecas não andam’)

2. Políticas extremas

3. Sociedade americana (quiçá a mais medíocre e obtusa do mundo) 

4. Amores não correspondidos (especialmente quando acontece comigo :/)

5. Não saber estar

6. Desperdício de recursos públicos em coisas que não lembram a ninguém

7. Trabalho voluntário dos psicólogos (se podem ter um empregado de graça e a trabalhar mais do que se fosse remunerado, para quê contratar seja quem for)

8. Universidades privadas

9. Clubes de futebol megalómanos que não têm categoria, vivem de glórias passadas, têm equipamento vermelho, são presididos pelo LFV, estão situados na segunda circular e apesar de não fazerem nada de jeito, continuam a achar que são os maiores (uma das minhas melhores definições)

10. George W. Bush

11. Preconceito

12. Falta de competência

13. Falta de tempo

14. Saudades de quem nunca se teve

15. Repartições públicas

16. Dias de chuva em que somos forçados a sair de casa

17. Convencidos (“oh… que tarada! Estavas a olhar para o meu rabo” - e ninguém estava a olhar e na avaliação subsequente provocada pelo comentário, verificou-se que era material de 5ª )

18. Mostrar excessivamente as emoções e os sentimentos

19. Não mostrar qualquer tipo de emoção e sentimento

20. Não dizer ‘gosto de ti’, quando a outra pessoa precisa de o ouvir (assumindo que se gosta da outra pessoa)

21. Amizades que começaram há 5 minutos e que já são amizades de infância

22. Ausência de apoio financeiro do estado para garrafas de água, cafés e chocolates, essenciais à sobrevivência dos estudantes universitários de Maio a Julho

23. Propinas

24. Filas (de qualquer tipo)

25. Falta de controlo

26. Possessão / Obsessão/ Ciúme exarcebado

27. Ficar ao sábado à noite em casa (excepto quando se tem alguém para ficar connosco em casa, agarradinho no sofá, a mexer no cabelo enquanto se vê uma comédia romântica)

28. Acordar cedo ao domingo

29. Feriados que calham em tempo de férias ou ao fim-de-semana

30. Engenheiros convencidos 

31. Falta de ideias (agora estou contra mim mesma… não me lembro de mais nada para acrescentar a esta singela lista! )

 Será que eu tenho um problema contra o mundo? Não, definitivamente não… porque isto é como diz o Timon: Quando o mundo te vira as costas… tu viras as costas ao mundo! - Uma verdadeira filosofia do contra!

 

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Wednesday, May 30, 2007

Contra…

Oh meus amigos… vamos lá a ver… sejamos realistas…. quando fazemos a pergunta “Então, tudo bem?” algum de nós está à espera de ouvir : “Não, está tudo mal!”? Não me parece! Então porque colocamos as questões desta forma? Acho que isto já é uma coisa tão automática, que um dia se alguém nos responder que não está bem, nós vamos responder qualquer coisa do género “Que bom, comigo também está tudo optimo” e seguimos o nosso caminho rumo à nossa vidinha, cheios de pressa para não chegar a lugar nenhum.

Há que reformular a questão… porque não perguntar “Como estás?” e aí sim, ter um momento de real comunicação em que outro sabe que estamos receptivos para ouvir o que realmente tem para dizer…

Sou do contra, porque o que importa são as pessoas… não as convenções de que não podemos incomodar ou ocupar os outros com os nossos problemas, fragilidades e dúvidas…

Como diz o título de uma das músicas dos Daweasel “Vamos fazer (…) a revolução” e fazer diferente…

 

Nota da autora - Embora do contra, este blog é de boas famílias… logo não posso reproduzir o título na íntegra… Podem haver crianças a ler-nos :)

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Tuesday, May 29, 2007

Contra… Paixões sem aviso

A paixão deveria fazer-se anunciar através de uma carta registada com aviso de recepção. Devia simplesmente pedir licença para entrar, ou melhor, para se aproximar de nós num raio de 5 km… Porquê? Porque a paixão é uma chatice… Sim, isso mesmo… uma chatice! E não digo isto apenas porque sou do contra em 99% dos casos. A paixão é P-A-T-O-L-Ó-G-I-C-A! Isso mesmo, é uma doença… E não sou eu que o digo… é a psicologia…
Vejamos, a paixão é uma mistura entre sentimento e emoção. O sentimento é algo estável, pouco intenso e que perdura no tempo. A emoção é algo intenso, momentâneo e instável. A paixão é assim uma espécie de best off do sentimento e da emoção: junta a intensidade da emoção e a durabilidade do sentimento. Ou seja… é uma espécie de bomba relógio! Sim, porque o coração a palpitar desenfreadamente, as borboletas no estômago (que imagem :/), os joelhos a tremer, as pernas em gelatina (que imagem :/ outra vez!), as noites sem sono e por aí fora desgastam o corpo… Por alguma razão, ao fim de dois ou três meses já não nos sentimos dessa forma!
E depois… o que se sofre quando a paixão chega sem aviso… parece o fim do mundo… especialmente quando a outra pessoa não se sente assim. A dúvida e a espera constantes…
“És uma chata!” pensarão provavelmente os que passam os seus olhos por estas singelas linhas… Primeiramente, eu não sou chata… sou do contra, mas também sou pragmática. Se reflectirmos seriamente sobre o assunto chegamos à conclusão que as horas estupidamente desperdiçadas a olhar para o telemóvel e a pensar porque raio ele ou ela não ligam, as figuras parvas que fazemos não valem a pena… daqui a um ano não vão significar nada…
“Não tens sentimentos!” dizem vocês… Mentira, tenho… só que acho que é muito melhor ser selectivo no que diz respeito a paixões, atracções e afins… Poupamos tempo, desgostos e horas de insónia!
Porque a paixão é mesmo essencial às relações… mas sinceramente… quando se torna estupidificante… enjoa!
Por isso… contra!
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Contra… Bons como o milho

Sim, sou contra aqueles tipos que se definem como “Eu sou bom… como o milho”! Primeiro, porque é uma comparação estúpida, ignóbil e surreal… Apesar de todas as propriedades nutritivas do milho, parece-me que haveria uma metáfora melhor, tipo “sou bom como uma barra de chocolate”, “sou bom como cheesecake” ou “sou bom como cerejas” (ok… estou a projectar aqui os meus gostos alimentares). Sim, porque um tipo que se assume como tal, só pode ter um cérebro do tamanho de um grão de milho. Penso o mesmo de uma rapariga se ri e se sente lisonjeada quando lhe dirigem uma preciosidade destas… (apesar de ser do contra sou democrática!)…
Normalmente, os “bons como o milho” andam no meio dos bons cidadãos e é muito fácil confundi-lo com um espécime do sexo masculino normal. Enfim , lá andam eles a passear ou com as suas t-shirts da Tommy ou com os seus braços musculados aos quais dedicam 15 horas diárias no ginásio e o o seu ar de “babes, olhem para mim que cheguei”.
Não é exactamente o aspecto que me leva a ser do contra… é a atitude do “é tudo meu!”. Primeiro porque qualquer mulher com dois dedos de testa, não gosta de ser cortejada por um tipo que acha que basta olhar para ela para a conquistar… (Sim, o olhar de matador é um pormenor que me irrita bastante). Segundo, porque para viver com um”bom como o milho” é preciso uma grande paciência ou uma grande capacidade de anular a própria personalidade, já que onde entre o ego do “bom como o milho” não cabe o ego de mais ninguém. Além do que não há paciência para duvidas existênciais do tipo “achas que devo por mais 15 gramas de proteína no batido?”…
Nenhuma mulher gosta de sair com um homem que está obsecado consigo mesmo e não lhe liga nem um bocadinho! Muito menos de sair com um tipo que nos pede o nosso espelho para ver se o cabelo está em ordem…
Tudo isto seria tolerável, se as coisas ficassem por aqui… Pronto, assim, uma pessoa ainda se conseguia iludir um bocadinho com um invólucro que normalmente está cotado acima da média…
Mas infelizmente não ficam… até porque quando tentamos ter uma conversa com eles… bem é surreal. Não conseguem fazer uma frase com mais de 4 palavras (é suposto isso acontecer aos 2,5 anos) e a frase que mais lhe ouvimos normalmente começa por “Sou bom…” e depois uma palavrita qualquer para completar que normalmente é “futebolista”, “engatatão” ou coisa parecida…
Sou do contra, porque não há paciência que resista… E pronto, porque sou do contra mesmo…
Causa-me muita confusão, ver as mulheres a suspirarem por tipos assim…
Eu quando me apaixonar outra vez (nunca tive um “bom como o milho” na minha vida), espero que seja pelo rapaz mais normal do mundo e que na sua normalidade seja unico e especial…
Definitivamente, sou contra os “bons como o milho”!
Posted by De ideias contrárias at 23:18:49 | Permalink | Comments (1) »

És meesmooooo do contra!

Pois sou, e depois?
Ser do contra não é ser birrento. É um modo de ver o mundo. É ser um eterno inconformado. É não aceitar tudo porque os outros acham que sim. E sim, por vezes é ser simplesmente do contra pelo gostinho de ser! Mas aqueles que são do contra, têm uma espécie de código ético e deontologico, em que só se pode ser do contra de modo razoável.
Alguma objecção? Não?
Pois… eu é que sou do contra!
Posted by De ideias contrárias at 23:17:17 | Permalink | No Comments »