Tuesday, July 10, 2007

Contra… o facto de me andar a esquecer muitas vezes dos acentos nas palavras

Diálogo interno entre mim e a Renata obcecada pela perfeição na língua portuguesa:

“Outra vez? A menina está cada vez pior! Já viu que ultimamente anda a esquecer-se dos acentos nas palavras?” (este meu lado obviamente tem genes de professora queque nascida em Cascais, uma autêntica “tia”)

“Oh, que carago! Lá vens tu com essas coisas! Onde é que me esqueci? Ora mostra lá…” (este lado, tem definitivamente genes de mulher do norte - aliás, orgulhosamente tripeira - não me parece que isto vá correr muito bem entre elas)

“Aqui, rica! Aqui, ora veja?”

“E depois?”

“E depois? E depois? A menina não tem vergonha? É quase dótora (intencional, a autora sabe que não é assim que se escreve) e ainda se esquece dos acentos?”

“E depois? Olha, já te disse que és uma grande melga?”

“E eu já te disse que és uma ignorante, que se esquece de pôr acentos nas palavras? Dahh!”

“Olha, ela está a usar uma expressão dread! Não seria mais do género “Ignóbil, caríssima!”?” (O lado do norte ganha sempre)

 

E depois de mais um momento de loucura insana, passo a explicar tão estranho diálogo interno entre as minhas duas metades do cérebro.

Hoje ao reler o post que aqui publiquei ontem, dei conta que me esqueci de colocar acentos em 90% das palavras. E dei conta de um erro crasso: ando a pôr acentos em advérbios. Pormenores, dirão vocês. Mas para mim fazem toda a diferença. Sou perfeccionista. Que azar. E sinceramente, quando vou a um blog, uma das coisas que mais me chama a atenção são os erros ortográficos e afins. Não chego ao cúmulo de reparar nas vírgulas fora do sítio, mas reparo. E quando releio o meu blog, num momento de narcisismo puro e exacerbado, chego à conclusão que ando a cometer pequenos crimes contra a língua de Camões. Sou contra. Aprendemos a escrever aos 6 anos. Já era suposto não me esquecer dos acentos aos 22.

Culpas? Bem, será provavelmente do Microsoft Word, que coloca acentos automaticamente nas palavras. Ou do MSN onde todas as barbaridades contra a língua portuguesa são permitidas.

Se eu tentasse processar a Microsoft pelo impacto psicológico que os perniciosos hábitos que me incutiu causam, talvez tivesse sucesso. Ou não… (isto agora sou-me a delírio, a um nível psicopatológico grave)…

Estou contra… mim????????????? (Aqui está a prova que sou uma rapariga com ética)

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Monday, July 9, 2007

Contra… oh, não me apetece protestar

Não me apetece protestar. Acho que estou doente. Com licença que vou ali medir a temperatura e tomar um benuron… e talvez ler um bocadinho do Principezinho, um sonho de criança, que não fala alto, não grita, não faz asneiras, limpa o seu planeta, é responsável, gosta da sua rosa como se não houvesse outra igual no mundo. Um dia que tenha um filho, espero que saia como ele. Apenas que não me peça para desenhar ovelhas, não tenho muito jeito para desenhar.

Ah, sim, o benuron e o termometro… Já la vou. Estou definitivamente sem vontade de protestar, excepto talvez contra os dias excepcionalmente maus, que deveriam ser punidos por lei…No minimo comprisão perpétua, mas como isso não é viavel em portugal, teria que arranjar maneira de levar os dias excepcionamente maus a ser julgados nos EUA. Sim, mas se calhar não, ainda acabavam na cadeira electrica e os dias maus terão a sua utilidade. Ainda não percebi qual, mas isto deve ser o corpo a pedir o benuron. 

Sim, definitivamente o benuron.  

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Friday, July 6, 2007

Contra… o tempo de espera no cabeleireiro

Ora, caros leitores… vamos pensar em conjunto! O que poderiamos fazer no espaço de 3 horas? Sugestões, sugestões…

Sim, podia ser… Em 3 horas, poderiamos ir ao cinema, dar um belo passeio pela praia com o namorado/a (para quem tem essas coisas e anda na fase ‘pinceza’ ou ‘pincezu’) e trocar uns quantos nomes fofos, arrumar a casa, estudar para um exame, não fazer nada, ir às compras com as amigas, acabar de ler um bom livro, organizar as camisolas por cores e por estações… Enfim tanta coisa interessante para fazer nesse espaço de tempo…

Mas por vezes, a vaidade fala mais alto e lá vamos nós, senhoras, meninas e afins ao reino mágico do cabeleireiro… Um mundo interessantissimo feito de revistas com mais de dois meses, discussões sobre o divórcio da ana do café coitadinha trocada pela Palmira da mercearia e ai como é que agora vai ser, que estão ali mesmo ao lado uma da outra. Um mundo onde se discutem coisas tão utéis como a cor do verniz ou o melhor penteado.

Ah… o problema é que desespero de esperar tantas horas… ao fim de 15 minutos a conversa sobre a novela (ultimamente não tenho visto muitas não…) perde o interesse, porque já sei que a Estrelinha vai ficar com o Leonardo ou que qualquer outro par romântico de qualquer outra novela vai ficar junto no fim… o verniz já está mais do que escolhido… e pronto, começo a ficar com os chamados bichos carpinteiros…

Além disso, o cabeleireiro tem um efeito nocivo na nossa capacidade de reacção, porque nos entorpece a mente e os sentidos - é do tempo de espera - e depois claro, acontece-vos como me aconteceu da ultima vez… “Posso abusar um bocadinho no comprimento?”… “Se for só um bocadinho!”… e depois de muitas tesouradas, escovas e secadores… tocam na parte de trás do cabelo e fazem a pergunta retorica: o que aconteceu ao meu cabelo?

Por isso, penso que deveriamos apelar para que os cabeleireiros fossem mais rápidos e desenvoltos no corta, estica e encaracola… para que realmente não passemos muito tempo à espera, sem fazer nada… Isto tem impacto psicológico, meus amigos! Impacto? Sim… ou acham que depois de ler 3 edições da Maria ou da Telenovelas a nossa mente fica tal qual como estava antes?  

(Pronto, eu confesso… adoro o aspecto do meu cabelo quando saio de lá… nem tudo são espinhos… loool)

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Em adição ao post “Contra nomes cutchi, cutchi”

Relativamente a esse post, primeiramente gostaria de apresentar as minhas desculpas a todos os que usam os pseudo “nomes cutchi, cutchi” mencionados na minha lista. Se calhar fui demasiado “agressiva” no que escrevi. As minhas desculpas, então, ressalvado todavia, que de facto esses nomes me irritam profundamente. Vá, não se preocupem, normalmente, não insulto ninguém quando ouço essas coisas. Nem atiro com a mala a ninguém. Nem piso o pézinho de ninguém com os meus saltos altos (pouca probabilidade, raramente uso).

Normalmente, as opiniões que deixo aqui no Visão Contrária, são exageradas ao máximo, para que todos possamos pensar em conjunto e perceber o caricato de algumas situações. No fundo fazer caricaturas, criticar de modo sustentado!Não tenho culpa destes meus genes de Eça de Queirós, no que diz respeito a crítica social. Na vida real consigo ser flexivel e até concordar com alguém!

Finalmente, e para que não me considerem um ser humano sem coração, volto a ressalvar que até aprecio nomes carinhosos. Quando são bem pensados, não caem na banalidade e são minimamente escolhidos  e não usados porque toda a gente os usa (como os que foram por mim citados. Façam uma pesquisa com casais de namorados e percebam que em 90% dos casos todos aqueles nomes são usados. Adicionem à pesquisa a pergunta “Porque escolheu esse nome para a sua cara metade?” e vejam as respostas. Normalmente usam-se porque se usam e não têm nada a ver com as caracteristicas da pessoa.)

Os nomes fofos “fazem parte” e a culpa é do  amor  quando “desperta ou qualquer outro sentimento semelhante, um clone criado em laboratório secreto” (comentário de Vossa Majestade o Rei, ao qual faço uma vénia profunda  - não uma simples meia vénia - pelas suas sábias palavras). Sim, senhor, fazem parte e no meu caso pessoal, até gosto se quando são escolhidos, estiverem relacionados com aquilo que eu sou (definitivamente não sou uma babe nem uma bubé!) ou com as coisas que foram acontecendo à medida que a relação foi sendo construída. Faz parte, mas tem que ser muito bem doseado. Faz parte, mas tem que ser bem pensado. 

As minhas especiais desculpas aos pincezus! (Eu até gosto bastante do Principezinho, sabiam?)… Vossa Majestade propôs como terapia que eu fosse oferecer rosas aos casais enamorados. Se virem uma miúda com cabelo castanho claro, 1,65m, calças de ganga ou corsários (ah, a minha fase pirata)  e sapatos rasos a aproximar-se de vocês com um ramo de rosas, vá não fujam. Deiam uma ajuda ao meu crescimento enquanto pessoa… Prometo que não agrido ninguém, porque debaixo desta capa anti-social, sou uma sentimental (mais uma vez Vossa Majestade tinha razão) :p.

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Wednesday, July 4, 2007

Birra… contra as filas

Pronto. É só para registar que estou de birra com as filas. Elas perseguem-me. Está uma rapariga muito descansada em qualquer lado e tem que se deparar com elas. E pior. Ficar nelas! Que injustas são as parvas das filas! Isto é tudo um embuste, fazem-nos ficar nas filas só para verem a nossa cara de desespero e nos fazerem perder o nosso rico tempinho… Ah e tal, porque é.

 

Caros leitores,

A autora pede desculpa pelo presente post, mas nessitava de experienciar o que é fazer uma birra. Estava à espera que realmente me soubesse melhor. O efeito em mim provocado por esta experiência foi o sentir-me uma criança de 2 anos a recusar sopa de nabo (se bem que coitadinhas, eu as compreenda). Desde já manifesto o meu sentimento do contra esse acto psicologico-social que é a birra. Amanhã volto com o registo habitual.

Grata pela compreensão e com os melhores cumprimentos,

Renata Sofia Martins, a autora que acabou de fazer uma birra e não gostou!  

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Tuesday, July 3, 2007

Contra… nomes cutchi, cutchi…

Não há quem não caia na tentação… De repente, em todo e qualquer lugar, olho à minha volta e vejo o quê? O quê? Casalinhos apaixonados… Nada disso… não sou contra o amor, a paixão e afins… Pelo contrário, acho que é uma coisa muito bonita. Mas há que assumir que é verdadeiramente irritante quando os namorados começam a trocar nomes fofos… em alto e bom som, para pessoas do contra como eu ouvirem. Depois é claro que não há como não “ser do contra”. 

“Até parece que nunca te deu para isso!”, gritam os leitores! Calma, eu sou do contra, mas sou suficientemente honesta e assumo que sim, realmente já me deu. E até eram uns nomes bem parvos ou fofos como quiserem e não me abstinha dessas coisas em público! (o último nome fofo que me chamaram nessa situação foi miminha - de mimo… porque será?)  Mas crescemos, mudámos, flexibilizamos, abrimos os olhos para a vida! E realmente incomoda quem está ao lado. Há que saber ser civilizado e respeitar os ouvidos alheios!

Estamos felizes, queremos mostra-lo, mas não precisamos de tornar estas coisas tão publicas! É que por exemplo, quando vou ao cinema, ao supermercado, de repente parece que estou num episódio dos ursinhos carinhos. Eu até gosto dos ursinhos carinhosos e secretamente até gostava de ser a Lovely Bear (tinha perfil, tinha perfil), mas por favor… Ursinhos Carinhosos fora do Canal Panda, não obrigado.

Há nomes “carinhosos” ou ridiculos que me fazem pele de galinha, cada vez que os ouço, os quais passo a citar, por ordem crescente de irritação (eu e as listas, eu e as listas :p):

10. Babe (Pronto, ninguém quer saber da bela língua de camões)

9. Bubé (traduzindo para quem ainda fala português - bébé - constitui uma variação do anterior)

8. Fófinha (este é usado pelo meu pai com a minha madrasta e o acento colocado no “o” é verdadeiramente desesperante)

7. Mor… (se ainda fosse amor, vá… escapava… mas confesso que quando me chamavam isto ficava enjoada o resto do dia)

6.  Pincezu (Príncipe, minha gente!É assim que se diz. Desculpem, sei que vão chorar por vos desfazer uma bela fantasia,  mas o masculino de princesa é P-R-I-N-C-Í-P-E!)

5. Morie (um amor com sotaque misturado entre Porto e Gaia… arrepia)

4. Canuca (ainda estou para descobrir o que é…)

3. Dama (antiga? tabuleiro de damas? bahhhh) 

2. Docinho (tão doce que ainda dá diabetes!)

1. Filha (e então se for acompanhado de um palmada sonora no rabo… ui… grrrrrrrrrrrrrrrrrr) 

 Espero que não tenham ficado com os nervos em franja. Vamos lá arranjar nomes fofos, mas com dignidade. Se queremos distinguir alguém com um nome especial, façamos a coisa com classe, com alma, com intenção, originalidade, neurónios… Vamos lá!

(Há quem consiga faze-lo na perfeição… Certo? :p )

 

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Sunday, July 1, 2007

Contra…

Bem, vamos lá voltar a frisar: Só somos desta nobre “estirpe do contra” quando protestámos de modo fundamentado e coerente. Volto a frisar que quando nos limitamos a contrariar alguém por contrariar, não nos encontramos a adoptar uma atitude do contra, mas sim a fazer uma birra de todo o tamanho digna de uma criança de 3 anos que não quer ficar no infantário ou uma de dois que não comer a sopa… Birras, protestos infundados e afins não se enquadram no espírito deste blog. Este é um blog que acima de tudo pretende que haja reflexão, mesmo que sobre os assuntos mais triviais ou inesperados - enfim, que se usem os neurónios (o Tico e o Teco, como diria S. M. ). Assim, e para que não hajam dúvidas, saliento alguns aspectos que regem as publicações deste blog:

1 - Protestar equivale a um acto fundamentado, como se estivessem a escrever uma declaração nas folhas azuis de vinte e cinco linhas.

2 - Para protestar basta um motivo, por mais infímo que pareça.

3 - Os protestos devem ter “savoir-faire”, isto é, são completamente abolidas quaisquer expressões insultuosas.

4 - A crítica deve ser preferencialmente bem humorada (um registo dificil de alcançar… mas porquê desejar menos que o Céu? )

 

Perguntam-se os leitores o porquê de post tão sem sentido. Sou contra esse tipo de perguntas, porque se lerem até ao fim percebem o teor deste texto. Assim, e para que não sofram mais com a minha ausência de poder de síntese, passo a explicar.

A vida de uma rapariga que tem 4 blogs não é fácil (dois têm uma boa equipa). Alguém que é do contra, gosta de ouvir outras opiniões, e conhecer a visão contrária dos outros, nem que seja para as poder contrariar. Resumindo e concluindo, o que pretendo é lançar um desafio aos leitores, expresso no anúncio abaixo representado:

 

Aceita-se Colaboração (M/F)

 

Se gostas de ser do contra, se gostas de protestar de modo fundamentado e andas com uma vontade visceral de te insurgires contra os paradigmas sociais estabelecidos, ou qualquer tipo de paradigma… É a tua oportunidade! O Blog Visão Contrária irá aceitar a colaboração dos seus leitores (sim, por incrivel que pareça este blog tem leitores!!!! As estatisticas não mentem e demonstram que essas boas almas fizeram 77 visitas durante a ultima semana…). “Como é que isso é” perguntam vocês! E eu respondo: Basta escrever um texto, a demonstrar uma posição contraria face a qualquer fenómeno, sem erros gramaticais e com argumentos válidos e enviar para r.sofia.martins@gmail.com. Os textos que cumpram os requisitos serão publicados aqui no blog. A autora avisa desde já que tem um lápis azul. Desde já a autora ressalva que é contra a falta de participação nesta iniciativa. 

 

:p  

 

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Friday, June 29, 2007

Contra… “onde é que tu vaaais?”

Bem, antes de mais, informo os caros leitores que voltei ao registo habitual, como devem ter percebido pelo post anterior. Por vezes é preciso varial, flexibilizar, mesmo quando a visão é total e absolutamente do contra… (a culpa é de Sua Majestade, o Rei do Mundo das Princesas, Cavalos e Anões e das suas sábias palavras. Lamento, caros leitores, mas não me vou insurgir contra Sua Majestade, por motivos que vos são e vos irão continuar completamente alheios, vulgo “isso é apenas do meu interesse”. Um pequeno parentesis… voltemos ao post em si).

9h05 minutos de um dia qualquer, num qualquer local de estágio, numa localidade qualquer (penso que já se situaram).

“Bom dia!!!! Então, tudo bem? Ena, onde é que tu vais?”. Que bom, perguntas logo de manhã. Resposta: não vou a lado nenhum. 50 perguntas semelhantes depois, com pequenas variantes como “Onde é que é logo a festa?”, “Com quem é que tu vais sair?” ou “Quem é o sortudo?”, fui a correr  ao espelho mais próximo. Ok, deixa cá ver o que se passa, pensei com os botões (que não tinha). Maquiagem? Uso muitas vezes. A camisola? Ainda a semana passada a trouxe. Saia? Apareci poucas vezes nesses propositos, mas não é novidade. As sandálias? Não costumo andar de saltos altos por aí, mas também não seria a primeira vez (se bem que estou zangada com esses assasinos dos meus pés). Ok, definitivamente estou diferente. Acho que é o conjunto em si. Por lá costumo andar com um estilo mais casual, é certo.

O que me leva a ser do contra é esta ideia absoluta, este autêntico fenómeno cultural - e que aqui entre nós é bastante idiota  - de que as mulheres só alteram o seu visual por duas razões: 1. Estão interessadas em alguém  ou seja “há mouro na costa”, como diz a minha mãe; 2. Foram abandonadas pelo namorado, marido ou wanna-be namorado. É mentira. As mulheres mudam de visual por várias razões, e muitas vezes simplesmente porque lhes apetece (isso do apetecer é tema para um dos meus outros blogs, aqui é só ser do contra).

Porque hão-de achar as pessoas que as mulheres vivem em função dos homens - da sua manutenção ou conquista? Aqui entre nós, tenho que dar razão às revistas femininas quando dizem que as mulheres se vestem para as outras mulheres. É triste, mas é verdade. Acho que os homens não reparam propriamente se temos umas sandálias giras. Reparam sim, na forma como elas ficam nos nossos pés. Ou quanto muito na elegância com que nos deslocamos dentro delas. E o mesmo se aplica a saias, vestidos e por aí fora.

Será que dão licença que me vista de modo diferente por outro motivo que não homens ou saídas nocturnas? Obrigada. Grata pela compreensão.

No meu caso foram dois motivos, para que fique claro (há coisas que podem ser reveladas, outras não): 1. Reunião de pais com uma sala do pré-escolar, logo não convém muito ter ar de quem tem 16 anos e anda de patins em linha; 2. Apeteceu-me, acordei com vontade de olhar para mim e me ver diferente.

Vá lá que houve uma alma que chegou a essa conclusão comigo… 

 

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Contra… Saltos altos

Saltos altos fazem milagres pela silhueta feminina, dizem as revistas femininas. Saltos altos são simbolo de sensualidade e feminilidade. Saltos altos tornam as mulheres mais elegantes. Saltos altos fazem-nos sentir verdadeiras deusas, parecendo que estamos a desfilar numa passerelle… “I’m in the catwalk, oh, in  the catwalk”… Saltos altos combinam com qualquer tipo de roupa desde as calças de ganga à mais minúscula mini-saia (que não me favorece e eu não aprecio de todo)… 

Saltos altos são publicidade enganosa. E eu como boa cidadã… Sou contra publicidade enganosa…(ahhh, já estou mesmo a ver o anúncio… a vida a correr maravilhosamente a quem usa saltos altos… ser tão popular como a Cameron Diaz; conseguir um emprego novo; conhecer uns rapazes girissimos acabados de sair de uma catalogo de moda, parar de chover quando saimos da porta, porque os nossos saltos altos não se podem molhar… enfim uma vida um tanto ou quanto perfeita…ou não. Pouco real) 

Quem defende a vida perfeita em saltos altos, esquece-se de alguns pontos menos luminosos:

1. Os saltos altos são incómodos

2. São descriminatórios e embaraçosos… já que as desastradas como eu não são favorecidas

3. São perigosos… podemos torcer um pé… (oh, oh, quantas vezes! Dói!!!!!!!!)

4. Fazem bolhas

5. São prejudiciais à coluna.

6. Não são nada práticos para quem quer andar rápido. 

Por isso, sou contra a vida perfeita em saltos altos (às vezes tem que ser e tenho que ceder a esses instrumentos de tortura )… Fora com eles! Oh, quão nobres são os sapatos rasos, as havaianas, as sapatilhas, as sandálias confortáveis… Saltos altos? Poupem-me os pés!

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Wednesday, June 27, 2007

A favor…

Dedicado a Sua Majestade, pela inspiração e com um pedido sincero 

de desculpas por usar tão bela expressão de sua autoria

(um resumo das suas e das minhas reflexões)… 

 

“Ela está louca!”

“Também acho… quem é que num blog do contra se atreve a escrever a expressão ‘a favor’?”

“Raptaste a autora deste blog! Onde é que a escondeste?”

Calma… Sou eu mesma. Não fui raptada. Não estou louca. Digamos que estou a flexibilizar a expressão contra. Hoje manifesto-me a favor de não nos “tentarem escavar o ser”. A expressão está entre aspas porque não é minha. O quê? querem saber de quem é? No way! Isso é uma tentativa de escavar o ser.  Afinal o que é isso de escavar o ser?

A expressão  - fantástica, confesso - leva-me a considerações arqueológicas, relativas às escavações que em instância primeira e última têm como propósito escavar, de modo a revelar algo oculto. Por vezes, no dia a dia encontramos  autênticos arqueólogos. Que querem desenterrar todos os factos da nossa vida. Que querem compreender cada atitude, gesto, expressão emocional. Cada olhar. Sem pudor. É  caso para dizer, haja pudor!!! 

Não gosto que tentem ver aquilo que quero esconder. Ou melhor, guardar. A raça humana não compreende a ausência de auto-revelação. Não contar pode ser interpretado como “traição”, “engano”, “falta de confiança”. Não contar deveria ser entendido um sinal de preservação da intimidade. Não temos de contar tudo. Não devemos contar tudo. Há coisas só nossas. Há coisas inconfessáveis, mesmo que sejam bagatelas sem qualquer significado. Há o eu. Há o tu. E são coisas distintas. 

Por isso… deixem-se de perguntas incomódas, como “Em que estás a pensar?”. Respeitemos a individualidade de cada um, os segredos de cada um… E quando se depararem com o silêncio perante uma questão desse género, não façam esse ar sofredor ou de incompreendidos.

Movimento a favor de “não nos escavarem o ser”… Alguém adere? 

Posted by De ideias contrárias at 01:11:18 | Permalink | Comments (1) »