Friday, June 22, 2007

Contra… Tamanha falta de originalidade…

O hi5 é cada vez um ponto de interacção. Pode-se inclusaivamente escolher o tipo de interacção que preferencialmente desejamos: “Make friends”; “Just look around” “Date Man” “Date women”. Pessoalmente fico-me pela “Just Look Around” e “Make friends”. Por vezes, aparecem pessoas interessantes e que nos despertam a curisosidade, embora muito muito raramente (uma, até à data… ). Até aqui, tudo muito bem. Como ponto de interacção, acaba por haver sempre tentativas de conquista, que é para não lhe chamar  engate (estou muito branda hoje, deve ser por estar a comer chocapic com leite enquanto escrevo isto). O que me chateia realmente é receber mensagens e comentários assim, digamos, básicos, de gente que eu nunca vi na vida. Passo a exemplificar (os comentários e mensagens abaixo transcritos são reais. Apesar de me terem chateado bastante, especialmente porque foram recebidos todos seguidos uns aos outros, a ética da blogosfera (tal coisa existe?) exige que eu não divulgue nomes, o mesmo acontecendo com a minha ética pessoal. São exemplos, meramente ilustrativos. A identidade encontra-se protegida, porque obviamente tais coisas não foram publicadas) :

Fan do zezé camarinha, 16 anos, residente algures por aí, bilingue:

“who are you girl? I saw some of your photos. and i have to say. u are a really beautiful woman. é pena que sejas do porto. i’m just plaiyng with you. congratulations tu és uma rapariga mesmo muito bonita.”

Tipo com idade para ter juízo, completamente convencido que é bom como o milho, deixa os seguintes comentários:

“nina linda bjks” 

“Meuuuu Deuuus!” 

“que boquinha sexy”

“maluca”

Sinceramente? Não me sinto minimamente elogiada com este tipo de comentários. São comentários básicos, sem originalidade alguma, sem conteúdo e sem forma. E sinceramente, um bocado invasivos. E eu não sou assim tão gira. Porque se fosse ou se tivesse menos 5 kg e publicasse umas fotos em bikini, era a loucura total. Não aprecio esse tipo de abordagem, acho que se nos queremos comentar fotografias e aproximar-nos de alguem, podemos fazer as coisas de outra forma. Especialmente com uma melhor construção gramatical, e com um bocadinho de conteúdo. 

Tudo isto me faz lembrar um texto do Miguel Sousa Tavares que li devia ter uns 14 anos e do qual nunca me esqueci. Falava sobre a linguagem e sobre uma expressão que estava muito em voga na altura “bute?”. Ele defendia que a forma como as pessoas falavam actualmente umas com as outras para se conquistarem era completamente disparatada. E exemplificava, falando sobre  a necessidade de descodificar pela entoação qual o tipo de “bute” usado, se seria zangado, apaixonado, interessado e por aí fora e terminava com um brilhante “Ò Teresinha, o que é que tu achas que ele quis dizer com aquele bute?”…  E dizia que tinha saudades do tempo em que os piropos eram piropos  - “quero levar-te para um sítio onde sejas só minha e onde te possa devorar em gelado de framboesa” (acho que a frase era assim, se bem que se me dissessem uma coisa destas via hi5… bem…).

Onde é que andam os Camões e D. Dinis deste país? Juventude, se são tão viciados nos Morangos com Açucar, ao menos usem-no para vosso enriquecimento pessoal e decorem os piropos. São na mesma básicos. Mas pelo menos já têm sujeito e predicado.

Tudo isto me leva para outra questão. Será que há alguma mulher que aprecie este tipo de comentários? Será que a auto-estima feminina deste país anda tão em baixo que alguém ficaria feliz em receber comentários destes? Ou será que este é um novo movimento social e cultural nas conquistas (definitivamente engates!  - acabou a taça dos chocapic)?  Ou será que eu mereço ler destas coisas, porque pus umas fotos simples  e sem grandes poses numa página da internet?

Eu pessoalmente não gosto destes comentários e vi-me obrigada a publicar um aviso no meu album de recortes, para que ninguém fique com dúvidas quanto a isto, que passo a citar:

 “Pseudo-galãs, clones do zezé camarinha e afins, pensem duas vezes antes de deixar comentários pirosos, com menos de 5 palavras e que digam algo do género: “Meeeuuuuu Deeuuuus” e “nina linda” “Ui, tão sexy…” ou “Msm boa” . A dona deste hi5 reserva o direito de não os publicar e de vos mandar secretamentre (não tão secretamente assim) P-A-S-S-E-A-R!  Grata pela compreensão.

P.S. Os amigos podem comentar à vontade. Os vossos comentários são sempre bem vindos… e aceites.”

 Foi apenas um desabafo. Já recebi comentários que apreciei e por isso estão lá publicados… :)

Será que isto tem mesmo que ser assim, ou mais uma vez é o meu lado anti-social a vir ao de cima? 

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Contra… a falta de sono!

Sou contra a falta de sono. Como sou contra muitas outras coisas, ou melhor do contra…Depois dá-me para escrever coisas não fundamentadas. Assim parece que ser do contra é uma simples birra. A inspiração deve ter ido com o sono, para a borga… Espero que ele a troque pela primeira almofada com que se cruzar… (Agora sim, é uma birra).

Não ter sono, é horrivel. São 2h12 e sinto-me um morcego. Isto é, estou acordada enquanto 90% das pessoas dormem. Deveria haver uma lei que proíbisse a falta de sono. Ou então que obrigasse a que a mente e o corpo tivessem de efectivamente descansar em simultâneo.

Contra… contra… contra… 

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Thursday, June 14, 2007

Contra… “Não sei”

Há pessoas que têm o condão de me tirar do sério. Não gosto, ou melhor, não aprecio, pessoas indecisas em geral, as que não sabem o que querem em particular.

“Vamos tomar um café?  Não sei!”

“Gostas de gelado de framboesa com molho de chocolate? Não sei!”

“E então, como correu o dia? Não sei…”

“Gostas deste sítio? Não sei…”

“Como te chamas? Não sei…”

Será que estas pessoas não sabem mesmo, ou acham que a indecisão dá um certo estilo? Ouvir o “não sei” repetido até ao expoente da loucura, aplicado a todas as situações, verbalizados com várias entoações… é uma tortura…  e dá vontade de ter uma reacção pouco assertiva, tipo atirar a pessoa que diz não sei abaixo da janela do 5º andar mais próximo. 

Os nossos “não sei” podem magoar os outros, especialmente quando estes “sim, sabem”…

Alguém assina uma petição para que a assembleia da republica aprove, mediante a vontade suprema dos cidadãos… um decreto lei que proiba o não sei? Ou vão ser todos do contra? 

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Tuesday, June 5, 2007

Contra… não poder escrever acentos no Hi5

Ora bem… Parece uma puerilidade… mas de facto é algo incomodo… quando os nossos amigos deixam um comentário e tudo o que se lê é : %%%quote?##????…

Além do que é um atentado à lingua portuguesa. Uma pessoa bem que se esforça por não cair no “gst mt de tih, doru-th mt k ehs o meo muranguinhu, bubé…pincezu…” (Foi só pla exemplificar, porque sou contra estas barbaridades… admirem-se!), mas sem acentos e ç e por aí fora das duas uma: ou é um esforço mental tremendo, para encontrar sinónimos ou caímos nesta escrita fonética de uma pseudo língua portuguesa…

Um grupo muito útil, interventivo e eficaz : Pessoas que protestam contra a impossibilidade de escrever acentos no Hi5 (eu faço psarte, que vergonha!)…

:) :) :) 

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Friday, June 1, 2007

Contra… Engenheiros Convencidos

Habitualmente, não sou contra nenhuma classe profissional em particular. Dizia eu “Habitualmente não sou”. Porque há uma classe profissional à qual tenho um “sentimento do contra” visceral, incontrolável… Pois… São os engenheiros…

Antes de começar a minha reflexão sobre esses mui nobres cavalheiros, gostaria de ressalvar que tenho alguns amigos engenheiros e outros que são estudantes de engenharia, que são uns queridos, uns porreiros. Com isto, quero dizer que não quero particularizar. Cada caso é um caso, apesar de ser do contra, não costumo fazer generalizações abusivas. Porque isso era entrar na lógica dos sofismos: “todos os engenheiros são parvos, logo todos os parvos são engenheiros”. Por isso, gostaria de ressalvar que nem todos os engenheiros são parvos e há parvos em várias classes profissionais.  Digamos que este post se refere ao engenheiro médio… ou melhor ao engenheiro em formação médio.

 

O estudante de engenharia, quando passa na rua,sozinho, parece um ser humano normal. Vai com os seus cadernos e a sua esferografica bic, com ar de quem não dormiu na noite anterior a pensar porque raio a faculdade de letras não é ali ao lado… para de vez em quando poder olhar para umas miudas giras…

Põe um ar mais feliz quando encontra o seu grupo de amigos, e juntos antes da aula com o professor que nem sequer olha para eles enquanto fala, fantasiam sobre almoços e excursões às faculdades de letras, psicologia, escolas superiores de educação, cursos de serviço social, onde se encontram maioritariamente alunAs. Até aqui tudo muito bem.

O pesadelo, contra o qual eu me manifesto e sou peremptoriamente contra, ocorre em maio, onde num mesmo espaço se juntam os engenheiros em formação (podia chamar-lhes projecto de engenheiros, mas hoje estou assertiva) e as estudantes das mais diversas áreas. Esse espaço aprazível, silencioso e salutar chama-se queimódromo. E aí é que são elas. Perante tantas miúdas para olhar, os jovens engenheiros em formação dedicam-se (infelizmente para nós mulheres) às artes da conquista…

Isto é uma situação abjecta, por diversos motivos: eles não têm jeito nenhum para meter conversa, (uma tremenda falta de competência social), já estão para lá de Bagdade de tão bêbados e acham-se irresistíveis, matadores aos quais as pobres presas não podem resisitir, porque é humanamente impossivel. Obviamente que isto é uma visão unilateral apenas partilhada por membros da espécie. E lá vão eles à caça… E aí é que começa a ser muito aborrecido para nós, mulheres, porque para além de usarem técnicas primárias de conquista, são tremendamente invasivos e não têm consciência dos limites. As palavras inibitórias que deveriam ter aprendido aos 3 anos de idade são completamente ignoradas nestas alturas e parecem não compreender o significado de algumas palavras e expressões: “não”, “pára”, “vai embora”, “não estou interessada”…

É horrivel. Por isso, sou contra estas situações de engates criadas pelos engenheiros em formação… Deixo aqui alguns sinais de alarme para as fiéis leitoras, porque na próxima queima pode dar jeito, assim como a sugestão do comportamento mais adequado: fuga.

1. Um tipo aproxima-se de vocês, vocês não o conhecem de lado nenhum e ele tenta agarrar-vos a todo o custo para vos cumprimentar e ter algum contacto fisico com o sexo oposto, ainda que incipiente, apesar de vocês o tentarem por a andar… É engenheiro! Fujam! (Ou então chamem aquele amigo que é um querido e digam que é vosso namorado!)

 

2. Vão a passar e ouvem piropos dignos de um trolha… Fujam… Engenheiros à vista!

 

3. “Olá Ana! Espera… Não és a Ana, pois não? Beatriz? Carlota? Diana? Estefânia? Filipa? Gisela? Helena? Isabel? Joana? Katrine?  Luísa? Mariana? Nice? Odete? Paula? Quiqui? Rita? Sofia? Tatiana? Úrsula? Vânia? Xana? Yasmin? Zeferina?”… fujam antes de chegar à letra B… Engenheiro na certa.

 

4. Vão a passar e alguém vos diz: “Quero dar-te um beijo na boca!”. Não é preciso dizer de quem estou a falar pois não?

 

Sou contra porque simplesmente não gosto destas abordagens. Acho também que as mulheres devem ser respeitadas, especialmente quando se dão ao respeito e mostram claramente que não estão interessadas…

Definitivamente contra engenheiros convencidos! 

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Thursday, May 31, 2007

Contra… uma série de coisas

Hoje apetece-me fazer uma lista de coisas contra as quais me hei-de vir a manifestar com maior profundidade e extensão… (porque de facto a falta de poder de sintese é uma das minhas lacunas)

1. Comentários masculinos idiotas (’és como um helicópetro: gira e boa!’ ‘Ó tone, tu és um mentiroso do #@@2####++++*** , então andas pa i a dizer que as bonecas não andam’)

2. Políticas extremas

3. Sociedade americana (quiçá a mais medíocre e obtusa do mundo) 

4. Amores não correspondidos (especialmente quando acontece comigo :/)

5. Não saber estar

6. Desperdício de recursos públicos em coisas que não lembram a ninguém

7. Trabalho voluntário dos psicólogos (se podem ter um empregado de graça e a trabalhar mais do que se fosse remunerado, para quê contratar seja quem for)

8. Universidades privadas

9. Clubes de futebol megalómanos que não têm categoria, vivem de glórias passadas, têm equipamento vermelho, são presididos pelo LFV, estão situados na segunda circular e apesar de não fazerem nada de jeito, continuam a achar que são os maiores (uma das minhas melhores definições)

10. George W. Bush

11. Preconceito

12. Falta de competência

13. Falta de tempo

14. Saudades de quem nunca se teve

15. Repartições públicas

16. Dias de chuva em que somos forçados a sair de casa

17. Convencidos (“oh… que tarada! Estavas a olhar para o meu rabo” - e ninguém estava a olhar e na avaliação subsequente provocada pelo comentário, verificou-se que era material de 5ª )

18. Mostrar excessivamente as emoções e os sentimentos

19. Não mostrar qualquer tipo de emoção e sentimento

20. Não dizer ‘gosto de ti’, quando a outra pessoa precisa de o ouvir (assumindo que se gosta da outra pessoa)

21. Amizades que começaram há 5 minutos e que já são amizades de infância

22. Ausência de apoio financeiro do estado para garrafas de água, cafés e chocolates, essenciais à sobrevivência dos estudantes universitários de Maio a Julho

23. Propinas

24. Filas (de qualquer tipo)

25. Falta de controlo

26. Possessão / Obsessão/ Ciúme exarcebado

27. Ficar ao sábado à noite em casa (excepto quando se tem alguém para ficar connosco em casa, agarradinho no sofá, a mexer no cabelo enquanto se vê uma comédia romântica)

28. Acordar cedo ao domingo

29. Feriados que calham em tempo de férias ou ao fim-de-semana

30. Engenheiros convencidos 

31. Falta de ideias (agora estou contra mim mesma… não me lembro de mais nada para acrescentar a esta singela lista! )

 Será que eu tenho um problema contra o mundo? Não, definitivamente não… porque isto é como diz o Timon: Quando o mundo te vira as costas… tu viras as costas ao mundo! - Uma verdadeira filosofia do contra!

 

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Wednesday, May 30, 2007

Contra…

Oh meus amigos… vamos lá a ver… sejamos realistas…. quando fazemos a pergunta “Então, tudo bem?” algum de nós está à espera de ouvir : “Não, está tudo mal!”? Não me parece! Então porque colocamos as questões desta forma? Acho que isto já é uma coisa tão automática, que um dia se alguém nos responder que não está bem, nós vamos responder qualquer coisa do género “Que bom, comigo também está tudo optimo” e seguimos o nosso caminho rumo à nossa vidinha, cheios de pressa para não chegar a lugar nenhum.

Há que reformular a questão… porque não perguntar “Como estás?” e aí sim, ter um momento de real comunicação em que outro sabe que estamos receptivos para ouvir o que realmente tem para dizer…

Sou do contra, porque o que importa são as pessoas… não as convenções de que não podemos incomodar ou ocupar os outros com os nossos problemas, fragilidades e dúvidas…

Como diz o título de uma das músicas dos Daweasel “Vamos fazer (…) a revolução” e fazer diferente…

 

Nota da autora - Embora do contra, este blog é de boas famílias… logo não posso reproduzir o título na íntegra… Podem haver crianças a ler-nos :)

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Tuesday, May 29, 2007

Contra… Paixões sem aviso

A paixão deveria fazer-se anunciar através de uma carta registada com aviso de recepção. Devia simplesmente pedir licença para entrar, ou melhor, para se aproximar de nós num raio de 5 km… Porquê? Porque a paixão é uma chatice… Sim, isso mesmo… uma chatice! E não digo isto apenas porque sou do contra em 99% dos casos. A paixão é P-A-T-O-L-Ó-G-I-C-A! Isso mesmo, é uma doença… E não sou eu que o digo… é a psicologia…
Vejamos, a paixão é uma mistura entre sentimento e emoção. O sentimento é algo estável, pouco intenso e que perdura no tempo. A emoção é algo intenso, momentâneo e instável. A paixão é assim uma espécie de best off do sentimento e da emoção: junta a intensidade da emoção e a durabilidade do sentimento. Ou seja… é uma espécie de bomba relógio! Sim, porque o coração a palpitar desenfreadamente, as borboletas no estômago (que imagem :/), os joelhos a tremer, as pernas em gelatina (que imagem :/ outra vez!), as noites sem sono e por aí fora desgastam o corpo… Por alguma razão, ao fim de dois ou três meses já não nos sentimos dessa forma!
E depois… o que se sofre quando a paixão chega sem aviso… parece o fim do mundo… especialmente quando a outra pessoa não se sente assim. A dúvida e a espera constantes…
“És uma chata!” pensarão provavelmente os que passam os seus olhos por estas singelas linhas… Primeiramente, eu não sou chata… sou do contra, mas também sou pragmática. Se reflectirmos seriamente sobre o assunto chegamos à conclusão que as horas estupidamente desperdiçadas a olhar para o telemóvel e a pensar porque raio ele ou ela não ligam, as figuras parvas que fazemos não valem a pena… daqui a um ano não vão significar nada…
“Não tens sentimentos!” dizem vocês… Mentira, tenho… só que acho que é muito melhor ser selectivo no que diz respeito a paixões, atracções e afins… Poupamos tempo, desgostos e horas de insónia!
Porque a paixão é mesmo essencial às relações… mas sinceramente… quando se torna estupidificante… enjoa!
Por isso… contra!
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Contra… Bons como o milho

Sim, sou contra aqueles tipos que se definem como “Eu sou bom… como o milho”! Primeiro, porque é uma comparação estúpida, ignóbil e surreal… Apesar de todas as propriedades nutritivas do milho, parece-me que haveria uma metáfora melhor, tipo “sou bom como uma barra de chocolate”, “sou bom como cheesecake” ou “sou bom como cerejas” (ok… estou a projectar aqui os meus gostos alimentares). Sim, porque um tipo que se assume como tal, só pode ter um cérebro do tamanho de um grão de milho. Penso o mesmo de uma rapariga se ri e se sente lisonjeada quando lhe dirigem uma preciosidade destas… (apesar de ser do contra sou democrática!)…
Normalmente, os “bons como o milho” andam no meio dos bons cidadãos e é muito fácil confundi-lo com um espécime do sexo masculino normal. Enfim , lá andam eles a passear ou com as suas t-shirts da Tommy ou com os seus braços musculados aos quais dedicam 15 horas diárias no ginásio e o o seu ar de “babes, olhem para mim que cheguei”.
Não é exactamente o aspecto que me leva a ser do contra… é a atitude do “é tudo meu!”. Primeiro porque qualquer mulher com dois dedos de testa, não gosta de ser cortejada por um tipo que acha que basta olhar para ela para a conquistar… (Sim, o olhar de matador é um pormenor que me irrita bastante). Segundo, porque para viver com um”bom como o milho” é preciso uma grande paciência ou uma grande capacidade de anular a própria personalidade, já que onde entre o ego do “bom como o milho” não cabe o ego de mais ninguém. Além do que não há paciência para duvidas existênciais do tipo “achas que devo por mais 15 gramas de proteína no batido?”…
Nenhuma mulher gosta de sair com um homem que está obsecado consigo mesmo e não lhe liga nem um bocadinho! Muito menos de sair com um tipo que nos pede o nosso espelho para ver se o cabelo está em ordem…
Tudo isto seria tolerável, se as coisas ficassem por aqui… Pronto, assim, uma pessoa ainda se conseguia iludir um bocadinho com um invólucro que normalmente está cotado acima da média…
Mas infelizmente não ficam… até porque quando tentamos ter uma conversa com eles… bem é surreal. Não conseguem fazer uma frase com mais de 4 palavras (é suposto isso acontecer aos 2,5 anos) e a frase que mais lhe ouvimos normalmente começa por “Sou bom…” e depois uma palavrita qualquer para completar que normalmente é “futebolista”, “engatatão” ou coisa parecida…
Sou do contra, porque não há paciência que resista… E pronto, porque sou do contra mesmo…
Causa-me muita confusão, ver as mulheres a suspirarem por tipos assim…
Eu quando me apaixonar outra vez (nunca tive um “bom como o milho” na minha vida), espero que seja pelo rapaz mais normal do mundo e que na sua normalidade seja unico e especial…
Definitivamente, sou contra os “bons como o milho”!
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És meesmooooo do contra!

Pois sou, e depois?
Ser do contra não é ser birrento. É um modo de ver o mundo. É ser um eterno inconformado. É não aceitar tudo porque os outros acham que sim. E sim, por vezes é ser simplesmente do contra pelo gostinho de ser! Mas aqueles que são do contra, têm uma espécie de código ético e deontologico, em que só se pode ser do contra de modo razoável.
Alguma objecção? Não?
Pois… eu é que sou do contra!
Posted by De ideias contrárias in 23:17:17 | Permalink | No Comments »